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Pagliacci

  • Data:
  • Teatro Simões Lopes Neto

Dividida em dois atos, ‘Pagliacci’ (‘Os Palhaços’, em português) é a trágica obra-prima do compositor italiano Ruggero Leoncavallo, e, também, seu maior sucesso. Para compor tanto a música quanto o libreto, ele se inspirou em uma história real ocorrida no sul da Itália. A estreia da montagem ocorreu em Milão, em 21 de maio de 1892.

A versão que será reapresentada em Porto Alegre transporta a história para uma cidade fictícia no interior do Rio Grande do Sul nos dias atuais. No primeiro ato, uma trupe circense representada pelo Grupo Tholl desembarca no local para apresentar um espetáculo. Enquanto o evento é preparado, os integrantes da companhia se enredam em uma série de relações abusivas. O líder da trupe, Canio, descobre a infidelidade da esposa, Nedda, e interpreta a famosa ária “Vesti la Giubba” enquanto coloca seu figurino para o espetáculo.

No segundo ato, ficção e realidade se misturam no palco durante uma apresentação da trupe. Tomado pela fúria, Canio assassina a mulher e o seu amante em plena cena.

Questões como feminicídio e discriminação – intrínsecas à história original – vêm à tona nesta releitura contemporânea da ópera, que tem direção cênica e concepção de Flávio Leite. “O Brasil é um país que mata uma mulher por feminicídio a cada cinco horas, e esta ópera traz um caso clássico de maus tratos, cárcere privado e abuso contra a mulher. Não alteramos nada da ópera original, apenas questionamos com a encenação se esses crimes podem continuar impunes em 2026”, pontua Leite.

Sobre “Pagliacci” – A ópera tem um prólogo onde um ator vem alertar o público: o que eles vão ver não será uma série de palhaçadas, e sim coisas da própria vida. Mas não se assustem: eles apenas fingem o verdadeiro.
A trama começa quando uma companhia de circo chega a uma aldeia e o Palhaço principal anuncia o espetáculo, do qual sua mulher é a estrela. Adverte que na peça ela pode ser cortejada, mas na vida real a coisa seria diferente. Acontece que ela tem como amante um aldeão do lugar. Os dois se encontram e combinam de fugir naquela noite, mas são descobertos pelo marido. Vendo-se traído, ele entra em desespero e jura vingar-se (Vesti la giubba).

Durante a representação, o Palhaço começa a confundir a comédia com a vida real e se descontrola passando do fingimento à realidade: ele mata a mulher e, em seguida, o amante, que veio socorrê-la. Depois anuncia ao horrorizado público: “A comédia acabou!”

Os grandes tenores da história consideraram o papel um desafio, pois o personagem exibe uma ampla gama de emoções, do humor maníaco à fúria assassina. Na famosa ária mencionada anteriormente, ele reflete sobre o desafio de interpretar um papel cômico enquanto seu coração está despedaçado.

Apresentação: CORS, OTSP e Grupo Tholl
Concepção, direção cênica e remontagem: Flávio Leite
Regência: Evandro Matté
Direção artística Grupo Tholl: João Bachilli
Preparação Coro Lírico da CORS: Sérgio Sisto
Pianista preparador: Patrick Menuzzi
Canio: Lazlo Bonilla
Nedda: Rosimari Oliveira
Tonio: Roger Bueno
Silvio: Daniel Germano
Beppe: Oséas Duarte
Contadini: Oritz Campos e Vinícius Braga

Intervalo de 15 minutos

Ingressos

Descontos

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos
50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro
50% para até 50 associados da AATSP
50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de sangue

Local

Teatro Simões Lopes Neto

Estacionamento

O estacionamento tem entrada pela Rua Riachuelo, 1089, com elevador de acesso aos espaços.
Faça aqui a reserva de sua vaga e pague o valor único de R$ 30,00 durante os espetáculos.
Após a compra, o acesso será liberado por QR Code e também pela leitura da placa do veículo, permitindo entrada e saída com facilidade.

Classificação indicativa

12 anos
12 anos

Theatro São Pedro