Casa da Palavra - O som do corpo, o corpo da palavra, com Renato Borghetti e Emily Borghetti
- Data:
- Teatro Oficina Olga Reverbel
Renato Borghetti e Emily Borghetti se encontram para uma conversa sobre música, dança e diferentes formas de produzir sentido para além da palavra falada. Com mediação da jornalista Bruna Paulin, o encontro aborda a música instrumental como linguagem capaz de narrar, evocar memórias e criar paisagens, assim como o movimento enquanto forma de comunicação e composição e o corpo como instrumento sonoro. A partir de suas trajetórias, os artistas refletem sobre criação, tradição, identidade e transmissão de saberes entre gerações, investigando como sons e gestos podem contar histórias e transformar heranças culturais em expressão contemporânea.
Entre música, dança e cena, Renato Borghetti e Emily Borghetti conversam sobre diferentes formas de produzir sentido para além da palavra falada. A partir de suas experiências com a gaita, a percussão, o movimento, a coreografia e a pesquisa das manifestações culturais do Sul e da América Latina, os artistas refletem sobre a música instrumental como linguagem capaz de narrar, evocar memórias e criar paisagens, e sobre o corpo como instrumento de comunicação e composição. Com mediação de Bruna Paulin, o encontro investiga como sons e gestos podem contar histórias, transmitir saberes e transformar tradição em criação contemporânea.
Com uma trajetória marcada pelo diálogo entre a música do Rio Grande do Sul e diferentes referências brasileiras e internacionais, Renato Borghetti transformou a gaita-ponto em uma voz de alcance universal, demonstrando como a música instrumental pode comunicar experiências, afetos e identidades sem recorrer à palavra. Emily Borghetti transita entre dança, música, coreografia e direção, investigando as possibilidades sonoras do corpo e propondo novas leituras para as danças tradicionais, especialmente a partir do protagonismo e da autonomia das mulheres.
A conversa propõe uma reflexão sobre os processos de criação, a transmissão de saberes entre gerações e os encontros entre música, movimento e palavra. Um diálogo sobre o que um instrumento é capaz de dizer, aquilo que o corpo comunica antes mesmo de falar e os sons que podem nascer do gesto. Um encontro para pensar a música instrumental e o movimento como linguagens: formas de escrever no tempo e no espaço, construir narrativas e contar histórias sem depender das palavras.
Renato Borghetti é músico e compositor. Seu primeiro álbum, Gaita Ponto, gravado em 1984, conquistou o primeiro disco de ouro da história da música instrumental brasileira. Com um estilo inconfundível, realiza diferentes leituras da música do Rio Grande do Sul por meio da gaita-ponto, incorporando influências de outros gêneros brasileiros e internacionais e aproximando folclore e modernidade. Com 26 discos gravados e dezenas de participações em outros trabalhos, mantém uma extensa agenda de apresentações no Brasil e no exterior. Apresenta-se em diferentes formações, incluindo quarteto, trio e concertos solo, além de projetos com orquestras e outros músicos. Em 2010, idealizou a Fábrica de Gaiteiros, projeto do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música voltado à educação musical de crianças e jovens por meio da gaita-ponto. Com sede em Barra do Ribeiro, a iniciativa mantém unidades de ensino no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Uruguai e fabrica os instrumentos utilizados exclusivamente por seus alunos.
Emily Borghetti é bailarina, percussionista, professora, coreógrafa e diretora. Iniciou seus estudos em dança em 1994 e conduz, ao lado de sua mãe, a maestra Cadica, uma companhia que há mais de 30 anos pesquisa os encontros entre o flamenco e as culturas gaúcha e latino-americana. Atua como intérprete, coreógrafa e diretora, além de realizar trabalhos de preparação corporal e direção de espetáculos. Em sua atuação nos Centros de Tradições Gaúchas, desenvolveu coreografias voltadas à ampliação da participação, do protagonismo e da autonomia das mulheres, inclusive na ocupação de posições tradicionalmente associadas aos homens. Integra os coletivos Líricas Sulinas e Cia. de Arte La Negra e foi jurada do Prêmio Açorianos de Dança em 2013, 2015 e 2017. Em 2024, estreou seu primeiro espetáculo solo, CHULA, reconhecido pelos Prêmios Açorianos e Quero-Quero por sua interpretação, trilha sonora e pesquisa sobre as danças gaúchas. No mesmo ano, participou do Palco Mundo do Rock in Rio ao lado de Luísa Sonza. Também atuou como solista na ópera Em Busca das Paisagens Perdidas, da CORS — Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul, explorando as danças gaúchas em diálogo com diferentes linguagens.
Local
Teatro Oficina Olga Reverbel
Estacionamento
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Classificação indicativa
Livre